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Operação cumpre mandados de prisão contra PM’s suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), deflagrou na manhã desta quinta-feira (28) a Operação Janus, que investiga policiais militares suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas em Ribas do Rio Pardo.

De acordo com o MPMS, as investigações começaram nos primeiros meses de 2025, após denúncias encaminhadas à Promotoria de Justiça do município. O trabalho investigativo apontou que policiais militares que atuavam na 13ª Companhia Independente da Polícia Militar teriam se associado a traficantes locais para favorecer o comércio ilegal de entorpecentes.

Segundo o Gaeco, os policiais investigados ofereciam proteção aos criminosos, permitindo que integrantes do tráfico atuassem livremente na cidade. A investigação também revelou que os agentes públicos utilizavam violência contra rivais dos traficantes e ainda forneciam drogas para revenda, recebendo parte dos lucros obtidos com a comercialização.

Ainda conforme o Ministério Público, parte dos entorpecentes negociados teria sido desviada de apreensões realizadas durante operações policiais. Em alguns casos, as drogas apreendidas eram repassadas novamente ao tráfico após informações fornecidas pelos próprios parceiros criminosos.

As apurações também identificaram que alguns dos militares investigados atuavam em esquemas de agiotagem e cobrança de dívidas. Conforme o MPMS, eles eram contratados para intimidar devedores, utilizando a condição de policiais militares para fazer ameaças.

Durante a operação, estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Campo Grande e Ribas do Rio Pardo. A ação conta com apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul.

O nome “Janus” faz referência ao deus romano de duas faces e simboliza, segundo o Ministério Público, a dupla atuação dos investigados, que exerciam funções ligadas à segurança pública enquanto, nos bastidores, estariam envolvidos em atividades criminosas.
 

Por Redação Dourados News

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