O que começou como uma prisão isolada por estelionato no Parque Nova Dourados revelou-se um esquema de fraude sistemática com várias vítimas. Em entrevista concedida na manhã desta quinta-feira (26), o delegado Dermeval Neto, responsável pelo SIG (Serviço de Investigação Geral) da 2ª Delegacia de Polícia Civil de Dourados, trouxe atualizações sobre o caso de Diliana, de 38 anos, presa no final da tarde de ontem após uma denúncia que interrompeu um novo golpe em andamento.
A prisão ocorreu no momento em que a suspeita tentava vitimar a sobrinha de uma mulher que já havia sido lesada pela golpista anteriormente. Ao perceber a negociação, a mulher procurou a delegacia desesperada. “Nós, já sabendo de quem se tratava no modus operandi, nos deslocamos de imediato e obtivemos êxito em localizar a autora em negociação com a sobrinha ali, inclusive ela estava na posse de um contrato de consórcio falsificado”, explicou o delegado.
Segundo as investigações, Diliana não possuía vínculo com nenhuma administradora, mas se apresentava como representante de diversas marcas conhecidas. “Ela afirmava que representava as empresas de consórcio, das quais ela não tinha vínculo, fechava o negócio em um contrato falso, recebia o dinheiro via Pix e embolsava esse dinheiro. Na verdade, não tinha nenhum tipo de empresa de consórcio, era tudo uma fachada para receber os valores”, detalhou o delegado.
Os alvos da estelionatária eram variados, envolvendo desde veículos e motocicletas até bens imóveis. Embora existam dez boletins de ocorrência registrados formalmente, a Polícia Civil acredita que o rastro de prejuízos seja ainda maior. Estima-se que o montante desviado ultrapasse os R$ 100 mil, com golpes individuais variando entre R$ 10 mil e R$ 15 mil.
“Nós temos pelo menos mais de 10 registros de boletins de ocorrência de estelionato por parte dela. Fora outras situações que talvez não tenham sido registradas justamente porque as pessoas ainda estão na ilusão de que vão receber esse consórcio posteriormente”, afirmou Dermeval.
Diante da gravidade, a Polícia Civil reforça a necessidade de cautela em transações financeiras. De acordo com o delegado, a autora já não possuía sequer escritório físico e atendia as vítimas em domicílio. “Se alguém está buscando um consórcio e gostaria de uma segurança, o ideal seria procurar uma instituição financeira ou instituição bancária física já conhecida e renomada, que vai evitar que seja vítima de um golpe”, orientou.
Diliana foi autuada em flagrante por tentativa de estelionato e falsificação de documento particular. A polícia agora solicita que, se houver outras possíveis vítimas, que compareçam a Delegacia para registrar a ocorrência.
Por Dourados News, com Osvaldo Duarte
Foto: Osvaldo Duarte / Dourados News









