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Força Nacional começa a deixar Dourados a partir de hoje

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Integrantes da FNS (Força Nacional do Sistema Único de Saúde) começam a deixar Dourados neste sábado (18/4), após pouco mais de um mês do início dos trabalhos de enfrentamento ao alto número de casos de Febre Chikungunya.

Com a medida, prevista para ocorrer de forma gradual, as ações no eixo assistencial retornam a gestão municipal e ao DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena), sem a descontinuação das ações, “que seguem cronograma definido com base em critérios técnicos, epidemiológicos, assistenciais e em articulação com o Estado e o Município”.

Em nota, o Ministério da Saúde justifica que os dados epidemiológicos apontam queda nos números de contaminação, principalmente no território indígena, confirmando a manutenção do COE (Centro de Operações de Emergência em Saúde), a Sala de Situação e as ações de campo e de vigilância e controle vetorial, incluindo as EDLs (Estações Disseminadoras de Larvicidas).

Os trabalhos dos membros da Força Nacional começaram em 17 de março, com a chegada de equipes após surto inicial na Reserva Indígena e o aumento de casos na área urbana da cidade.

De acordo com o balanço divulgado pela pasta, até o dia 16 de abril, ocorreram mais de 2,5 mil atendimentos, 130 remoções, 358 visitas domiciliares e 804 exames.

“Além disso, foram destinados R$ 28,4 milhões em ações emergenciais para ampliar a capacidade de atendimento e fortalecer a rede assistencial especializada em Dourados e região, com destaque para o Hospital da Missão. Para reforçar o atendimento no território, nesta sexta-feira (17), o Ministério da Saúde enviou uma unidade móvel ao município. A estrutura, além de dar suporte às equipes da Força e à equipe local, realizará atendimento clínico para avaliação e manejo de pacientes, vacinação, pré-natal, realização de testes rápidos, além de coletas laboratoriais para exames de Chikungunya”, pontuou o Ministério.

Dados do último boletim epidemiológico publicado na sexta-feira (17/4) mostram que Dourados registrou oito mortes em decorrência da doença até o momento. Sete delas em território indígena. Um outro óbito é investigado.

Foram 5.922 notificações, com 1.858 casos confirmados e taxa de positividade de 64,9%. Outros 3.061 exames ainda são investigados pela saúde pública.

Até ontem, eram 47 os leitos ocupados em hospitais do município com pacientes internados por suspeita de Chikungunya.

Por Adriano Moretto e Fabiane Dorta/ Dourados News

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